Redação do ENEM traz a educação de surdos no Brasil como tema


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22 nov 2017 | Sarah Santos


A prova do Enem de 2017 fez os estudantes brasileiros pensarem sobre acessibilidade

 

Redação do Enem:

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2017 surpreendeu muitos candidatos, professores e coordenadores de escolas e foi visto como uma problemática difícil para dissertação. Os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil foi discutido por 6,7 milhões de brasileiros na tarde do dia 05 de novembro. O entendimento sobre inclusão de pessoas com deficiência ainda é limitado. Porém, para a comunidade surda e cega, as demandas dizem respeito à acessibilidade comunicacional, termo ainda desconhecido pela população.

A história das pessoas surdas e com deficiência auditiva esteve marcada pelo preconceito e marginalização. Na Grécia antiga, eles eram encarados como seres incompetentes. Aristóteles ensinava que os que nasciam surdos, por não possuírem linguagem, não eram capazes de raciocinar. Esse estigma fazia com que surdos não recebessem educação e fossem colocados no mesmo grupo que doentes e pessoas com deficiência mental. Na Alemanha nazista, em 1941, era visto o uso de eutanásia nos hospitais ao nascimento de bebês com deficiência, incluindo surdez.

LIBRAS como língua oficial:

No Brasil, a segunda língua oficial é a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), utilizada pela maioria dos surdos e reconhecida por lei. Os sinais são feitos por meio da configuração da mão e de expressões faciais e corporais que transmitem os sentimentos, o que para os ouvintes são transmitidos pela entonação da voz.

O advento das tecnologias apresentam soluções alternativas para este grupo. As mídias sociais tornaram-se um campo democrático para a expressão das insatisfações, demandas desse público e troca de informações com pessoas ouvintes. Também, as legendas em vídeos que ilustram os veículos de notícia online e as redes sociais tornaram-se uma opção viável e prática, na ausência da LIBRAS.

A plataforma de aprendizagem empreendedora Eu Empreendo oferta videoaulas legendadas e desta forma, aproveita de recursos online para proporcionar uma experiência de aprendizado para os jovens surdos, isto possibilita uma profissionalização inclusiva.

Em um mercado de trabalho inacessível para pessoas com deficiência, oferecer alternativas para que essa população produza os próprios produtos com o uso de sua vocação e criatividade é fundamental. Assim, é possível inserir este grupo no convívio social e proporcionar autonomia financeira, aumentando a autoestima e exercitando suas capacidades. É importante exibir opções para enfrentar as barreiras do mundo, como o empreendedorismo.

Conforme censo realizado pelo IBGE em 2010, aproximadamente 9,7 milhões de brasileiros possuem deficiência auditiva, o que representa 5,1% da população brasileira. Esta parcela do país se relaciona, consome, produz, têm necessidades específicas e vontades, assim como pessoas sem deficiência.



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