Por que ensinar empreendedorismo nas escolas?


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30 jan 2019 | Hiro


Veja qual o impacto de ensinar empreendedorismo nas escolas pode ter no desenvolvimento da criança e adolescente, seja você professor, coordenador ou diretor que atua na área da educação.

 

A importância do empreendedorismo nas escolas

 

De acordo com o quadro do Instituto Aspen¹:

 

  • Imaginação é ver coisas que não existem;

  • Criatividade é usar a imaginação para um desafio;

  • Inovação é aplicar a criatividade para gerar soluções únicas e

  • Empreendedorismo é aplicar inovações, escalando ideias ao inspirar a imaginação dos outros.

 

Neste contexto, ensinar empreendedorismo significa formar pessoas com senso de liderança, criação de soluções de problemas de forma criativa, experiência de trabalho em equipe, e a capacidade de se reinventar, adaptar-se ou se transformar em qualquer cenário.

 

Desta maneira, as escolas são o ambiente ideal para desenvolver esta habilidade de empreender, uma vez que acompanha o crescimento do indivíduo.

 

Habilidades socioemocionais ou não-cognitivas

 

Segue conjuntamente as habilidades socioemocionais ou não-cognitivas, como a própria liderança, empatia, responsabilidade social, ética e controle emocional sobre situações.

 

Vale lembrar que foi aprovada a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para os níveis de ensino infantil, fundamental e médio, que é o conjunto que vai guiar os currículos de todas as escolas do país.

 

Essa diretriz diz respeito às quatro (das 10) Competências Gerais do documento que são totalmente baseadas na educação socioemocional²:

 

“7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência socioambiental em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

 

8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas e com a pressão do grupo.

 

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa ou de qualquer outra natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer.

 

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões, com base nos conhecimentos construídos na escola, segundo princípios éticos democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.”

 

Como visto, as habilidades socioemocionais estarão mais presentes na educação, o que deverá ser desenvolvido pelos profissionais de forma que possa habilitar os conhecimentos que ultrapassam as matérias comuns que são ensinadas na escola.

 

Escolas devem ser lugares para ensinar sobre transformação pessoal, e não somente criar expectativas profissionais.

 

Em razão disso, o ensino humanizador está em alta, em que prioriza o bem-estar e as relações entre os indivíduos, de forma intrapessoal e interpessoal. E com o empreendedorismo é possível desenvolver essas competências de forma natural.

 

Não se pode esquecer que as escolas também precisam de elementos como matérias singulares para se diferenciar no mercado para atrair mais alunos, e também gerar novas fontes de receitas.

 

Escolas profissionalizantes

 

Além das escolas públicas e privadas, as escolas técnicas profissionalizantes obtém ganhos ao adotar o empreendedorismo em sua instituição de ensino, pois poderão colocar em prática os conhecimentos adquiridos através da inovação e pesquisa, já que atuam na aplicação da técnica do conhecimento.

 

O futuro mercado de trabalho

 

Ademais, com as transformações globais como a tecnologia em constante evolução, e as informações sendo expostas e processadas de maneira frenética, o mercado de trabalho também muda para se adequar.

 

A mão-de-obra humana está sendo substituída cada vez mais por máquinas, robôs e inteligência artificial e essa é uma realidade.

 

Há uma expectativa geral de aumento da participação das atividades empreendedoras no mercado profissional, onde há uma projeção de aumento da Taxa de Atividade Empreendedora (TAE) no país, que poderá chegar a 17% da população economicamente ativa em 2020.

 

As relações de trabalho sofrerão alterações significativas, justificando o aumento da Taxa de Atividade Empreendedora. Haverá uma diminuição dos postos de trabalho formais, implicando que muitos profissionais terão que criar seu próprio emprego.

 

Novas formas de venda das habilidades individuais surgirão e estarão cada vez mais direcionadas às formas autônomas³.

 

Portanto, um novo modelo de mercado é apresentado, os cargos de emprego serão de alto grau de imaginação, análise criativa e pensamento estratégico, características que não são inerentes de um robô.

 

O empreendedorismo nas escolas surge como um fator diferencial na formação profissional dos alunos, que desenvolvem conhecimento em planejar tomada de decisões, e exercer a capacidade de inovar desde cedo.

 

Maior engajamento, menos evasão

 

Um dos ganhos observados ao ensinar o empreendedorismo nas escolas é o maior engajamento dos alunos no ambiente escolar, uma vez que aprenderão a desenvolver capacidades antes não exploradas, despertando paixão no que faz.

 

Seja descobrindo o que atrai consumidores e ao fazer análise de mercado, criando protótipos de objetos de consumo, e juntar as suas ideias até alinhar a um produto que se encaixa no mercado almejado.

 

Todo esse processo de visão de identificação de problemas para uma posterior solução comercial cria uma ligação emocional ao conteúdo aprendido, e o engajamento aumenta significativamente.

 

Assim, a evasão é menor, pois é prazeroso frequentar as aulas e a própria escola.

 

Transformação da sociedade

 

Além de gerar riqueza econômica, ao empreender o sentimento é de empoderamento, o aluno sente ter o controle do seu destino, transforma-se em uma pessoa independente e conscientizada.

 

Logo,  há um maior senso e comprometimento da coletividade e menos individualismo.

 

Os estudantes podem se tornar fundadores, co-fundadores ou até CEO’s de uma empresa de sucesso.

 

Mas o que realmente importa é como eles ganham profissionalismo, habilidade de falar em público e ter um pensamento crítico, opinador e o consequente ganho de confiança e autoestima.

 

Sob a perspectiva social, o impacto é grande, pois há a influência de uns aos outros e a comunidade é a que mais ganha com a formação de indivíduos assim.

 

Ao perceber que tem uma missão, o propósito é maior que o ganho financeiro, e há uma responsabilidade individual e social em que os objetivos que provavelmente serão atingidos virão com o desejo de mudar o mundo para melhor.

 

Como bem afirma Mark Zuckerberg “Empreendedorismo é sobre criar mudança, e não apenas empresas.”

 

Conheça o Eu Empreendo

 

O Eu Empreendo é  uma plataforma EAD para aprendizagem de empreendedorismo para jovens acoplada a Games de Simulação Empresarial.


É inspirada na metodologia aberta Perestroika, complementada com Metodologias Ativas de Aprendizagem como: Just-in-time Teaching, Sala de Aula Invertida, Team Based Learning e nano-learning.

 

Além disso, apresenta um conteúdo prático, aplicado e divertido, com formato e linguagem jovem, que pode ser acessado pelo computador, tablet, celular ou smart TV com acesso individual por aluno, gerando engajamento através de jogos no formato QUIZ, Estórias não lineares, Animações e Simulador de Jogos de Empresas.

 

Portanto, seu objetivo é que todo jovem merece desenvolver o seu potencial máximo e conquistar a sua autonomia, liberdade e inovação através do empreendedorismo nas escolas.

 

Entre em contato agora mesmo e conheça todos os benefícios que o Eu Empreendo pode gerar para sua instituição de ensino!



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